Celulite: radiofrequência ou criolipólise?

Nossa colunista, a dermatologista Lu Maluf, aponta que estes são os dois procedimentos mais procurado na hora de amenizar a celulite

Texto: Luciana Maluf*

Celulite | <i>Crédito: Shutterstock
Celulite | Crédito: Shutterstock

Radiofrequência ou criolipólise? Como especialista, tenho notado que esta tem sido a maior dúvida na hora de buscar um tratamento adequado para remodelar o corpo, acabar com a celulite e com a famigerada gordurinha localizada em regiões como abdôme, flancos e culotes.

Ambas são seguras se aplicadas por um profissional altamente qualificado e cuidadoso, o que é fundamental para qualquer tratamento estético, mas ainda mais delicado quando falamos em manusear aparelhos de alta tecnologia.

A radiofrequência


São emitidas correntes de alta frequência que agem através da geração de calor no tecido embaixo da pele, o que induz a produção de novas fibras de colágeno e melhora o aspecto da pele. Além da gordura e flacidez, ela também age muito bem na redução de rugas, e o procedimento é simples e não invasivo. Como o calor profundo atua na célula de gordura aumentando a oferta e a difusão de nutrientes e diminuindo o estoque de energia, ele contribui para a redução de seu volume. Com a melhora da gordura localizada acontecerá a melhora do aspecto da celulite, e o resultado já pode ser percebido em cerca de um mês.

 Criolipólise

Já neste processo, um aparelho congela a camada de gordura sob a pele e pode eliminar em média 20-30% de gordura por sessão, mas a melhora geral só aparece em cerca de dois a três meses, por isso é necessário se programar. Durante o procedimento o tecido gorduroso atingirá 10 graus centígrados negativos produzindo danos irreversíveis nas células gordurosas e seu conteúdo, “despejados” pelo corpo no compartimento entre as células, preenchido de líquidos e outras substâncias.  Fisiologicamente esse processo de eliminação é lento, e o organismo precisa de tempo para que o sistema linfático transporte a gordura a ser queimada, por isso os resultados costumam aparecer a partir de três semanas. O pós-procedimento é considerado leve mas a pele pode ficar dolorida, fria ou endurecida ao toque, sensação que tende a desaparecer conforme ela se recupera.

Em ambos os casos o paciente pode retornar às suas atividades normais no mesmo dia. Outros procedimentos como a drenagem linfática, que contribui para a redução de toxinas nos tecidos, podem ser combinados para otimizar ainda mais os tratamentos, e a manutenção é essencial para manter um bom resultado a longo prazo, além de uma dieta adequada e exercícios físicos regulares.

 

07/03/2017 - 09:16

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Revista Manequim