Fluvia Lacerda: linda, fashion e sem regras

Nossa colunista celebra o auge da carreira internacional, os rumos da moda GG e defende que a autoestima é o elemento que faz toda a diferença no visual. Tudo isso em produções arrasadoras!

Texto: Laís Rissato

Fluvia Lacerda: linda, fashion e sem regras | <i>Crédito: Gustavo Arrais
Fluvia Lacerda: linda, fashion e sem regras | Crédito: Gustavo Arrais
A personalidade forte da top Fluvia Lacerda, 36 anos, sempre foi uma peça a mais em seu guarda-roupa. Sem se atrelar a padrões sociais e estéticos, a carioca criada em Roraima, mas radicada em Nova York há mais de 20 anos, é uma das mais reconhecidas modelos do universo plus size. E desde muito antes da fama Fluvia sempre teve duas únicas máximas fashion: não se importar com a opinião alheia e vestir tudo o que tivesse vontade e a fizesse se sentir linda. “Nunca tive problemas de autoestima. Nem mesmo briguei com meu corpo. Minha criação, na qual minha mãe dizia para eu não gastar energia com o que falavam de mim, aliada à minha própria personalidade, deu nisso. Sou muito segura”, explica a colunista de MANEQUIM. A top foi descoberta em NY, onde, à época, estudava inglês e trabalhava como babá. “Eu estava no ônibus e uma mulher (uma olheira) perguntou o meu manequim, e se eu gostaria de ser modelo GG. Fiquei sem entender, mas depois procurei a agência”, lembra. 

Novos desafios 
Mãe de Pedro, de 3 anos, e Lua, de 17, Fluvia construiu uma carreira sólida nas passarelas e agora se aventura como empresária de sucesso. Ela acaba de lançar uma coleção de bodies em parceria com uma grife brasileira especializada em moda praia. “Vi de perto o mercado plus size crescer pouco a pouco e fico feliz em ver o movimento se fortalecer”, diz ela, empolgada mas consciente de que no Brasil o nicho ainda precisa dar grandes passos. “Sempre foi e ainda é mais fácil encontrar peças no exterior, pois é um processo que começou há mais tempo lá. Mas há muito potencial por aqui”, afirma. 

Atitude 
Não existe nada que Fluvia não use. “Conheço bem cada curva do meu corpo e sei avaliar o visual como um todo. Quando evito algo é mais por não gostar do tecido ou da estampa, por exemplo. Uso seda, chiffon, roupas brancas...”, explica ela, que usa a influência para ir além dos conselhos de estilo. “Uma roupa não vai fazer com que eu pareça usar dois números a menos. Minhas dicas, então, são mais sobre abrir a mente para se conhecer, e não sobre o que pode ficar ruim.” Neste ensaio, clicado em sua última visita ao Brasil, Fluvia mostra que a moda não tem limites.

09/08/2017 - 14:10

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Revista Manequim