Sete filmes indicados ao Oscar para ficar de olho nos figurinos

Roupas de época, cheias de tramas e muito bem trabalhadas, brilhos, cores... as vestimentas e acessórios produzidos à perfeição em Hollywood também conquistam o público!

Texto: Redação Manequim

O filme Eu, Tonya, que conta a história da patinadora Tonya Harding, é um dos concorrentes ao Oscar 2018 | <i>Crédito: Reprodução/Instagram
O filme Eu, Tonya, que conta a história da patinadora Tonya Harding, é um dos concorrentes ao Oscar 2018 | Crédito: Reprodução/Instagram

O figurino é um dos itens essenciais da produção de um filme. É o que dá personalidade a um personagem, muitas vezes transmite suas sensações e emoções e, claro, ganha destaque em tramas que tem a moda como cenário. Este ano, duas produções ganham destaque nesse quesito: Eu, Tonya, que conta a história da ex-patinadora Tonya Harding, e Trama Fantasma, sobre a vida de um renomado estilista que, ao lado da irmã, trabalha para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica. 

Uma curiosidade é que a categoria Melhor Figurino é tradicional em ser a única indicação ao Oscar de várias produções. Também são raras as vezes em que figurinos de filmes contemporâneos são indicados. Uma das exceções é La La Land - Cantando Estações, que foi premiado em cinco categorias no ano passado. 

Abaixo, listamos sete longas que toda fashionista deve ficar de olho.

EU, TONYA (2018)

É a história da ex-patinadora artística Tonya Harding, que disputou duas vezes os Jogos Olímpicos. A norte-americana Jennifer Johnson foi escolhida pelo diretor Craig Gillespie para recontar a história de Tonya, e precisou assistir horas de vídeos das apresentações dela para reviver o figurino. "Eu queria homenagear o compromisso da Tonya, por causa desses muitos figurinos que ela criou. Ela fez um bom trabalho na construção e no cuidado com os trajes, independentemente de gostarmos do estilo ou não. São muitos cristais Swarovski e muito spandex", declarou Jennifer a uma publicação americana.

TRAMA FANTASMA (2018)

O cenário é Londres na década de 1950. O estilista Reynold Woodcock é um dos mais importantes da moda, que veste a realeza britânica. O figurino é assinado por Mark Bridges e retrata o estilo do New Look, de Christian Dior. Em suas pesquisas, Bridges pesquisou como as pessoas se vestiam no período, olhando fotos da National Portrair Gallery e do Victoria & Alberto Museum. Outras grifes que serviram de inspiração foram Balenciaga e Balmain.

JACKIE (2017)

A atriz Natalie Portman interpreta a ex-primeira dama americana Jackie Kennedy e a figurinista Madeline Fontaine teve como desafio recriar as roupas usadas por essa personagem forte. Ela conseguiu reforçar o lado emocional por meio do figurino, buscando referências históricas e fotos das décadas de 1950 e 1960. Um dos trajes usados por Jackie no dia da morte do marido, o ex-presidente Jonh F. Kennedy, o tradicional tailleur rosa, foi produzido em parceria com a Chanel.

LA LA LAND (2017)

A busca por referências de filmes clássicos e nos musicias do diretor francês Jacques Demy permeou o trabalho da figurinista Mary Zophres na hora de criar o visual retrô e romântico de Mia e Sebastian, o casal protagonista. Sebastian possuia um estilo clássico e usa muitas camisas com blazer e calça social, blazers e sapatos bicolores. Mia usa vestidos mídi, bem coloridos e muitas saias, em lojas de departamento ou customizados por ela. 

A GAROTA DINAMARQUESA (2016)

O figurinista Paco Delgado pesquisou a vida do casal real e protagonista Einar e Gerda Wegener, na história que se passa em 1926. Na fase em que Einar ainda se entende como um homem, as roupas masculinas são mais justas no corpo, quase como uma proteção para o personagem. Quando ele começa a se transformar, as cores vivas aparecem em peças mais fluidas e livres, representando a liberdade e o nascimento de Lili (Einar). 

O GRANDE GATSBY (2014)

Os anos 1920 e toda sua eferverscência são protagonistas desse filme, que destaca o charme e o figurino das mulheres da época: a cintura baixa, na altura do quadril, servia para esconder as curvas, e os acessórios com colares de contas ou pérolas alongavam as formas. Os cabelos eram usados acima do queixo - o famoso corte Chanel - e adornados pelos chapéus redondos. A figurinista do longa é Catherine Martin.

COCO ANTES DE CHANEL (1920)

A figurinista Catherine Leterrier conseguiu reproduzir fielmente as roupas usadas por Coco Chanel, interpretada pela atriz Audrey Tautou, neste longa que retrata sua vida. Alguns acessórios, como um terno e colares de pérolas, eram da estilista. "Filmamos a cena no apartamento de Coco Chanel e todo o staff da maison estava lá assistindo. Parecia que era tudo de verdade", contou ela, em entrevista.

04/03/2018 - 10:00

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Revista Manequim